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Médio Tejo exige maior celeridade na reposição de serviços

Médio Tejo exige maior celeridade na reposição de serviços

A CIM Médio Tejo, os municípios de Ourém, Ferreira do Zêzere e Tomar, a NERSANT e a AIP apresentaram ontem, dia 10 de fevereiro, um balanço das duas semanas decorridas após a passagem da depressão Kristin pelo território do Médio Tejo.

Na conferência de imprensa, que contou igualmente com a presença do Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato, foi deixado um forte apelo à celeridade no restabelecimento da energia elétrica e das telecomunicações, bem como à adequação e reforço das medidas de apoio anunciadas pelo Governo.

O presidente da CIM Médio Tejo e da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, destacou a lentidão na resposta aos municípios mais afetados, defendendo que a mesma deve ser “mais robusta” face a uma situação que mantém um “grau de fragilidade muito elevado”, com impactos significativos nas populações e nas empresas.

Ao seu lado estiveram o presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Albuquerque, o presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, Bruno Gomes, e a vereadora da Câmara Municipal de Tomar, Sandra Cardoso, que sublinharam a falta de agilidade na reposição da energia elétrica e das telecomunicações, serviços essenciais que continuam comprometidos em várias zonas.

Mais de 10 mil pessoas continuam sem eletricidade

De acordo com os dados apresentados, mais de 10.000 pessoas permanecem sem fornecimento de energia elétrica na região: cerca de 7.000 em Ourém, 2.500 em Ferreira do Zêzere e 1.000 em Tomar. Em diversas áreas destes concelhos, o acesso às redes fixa e móvel mantém-se muito limitado ou inexistente.

Quase 15 dias após a intempérie, as consequências continuam a fazer-se sentir de forma expressiva, afetando tanto as populações como o tecido empresarial do Médio Tejo.

Associações empresariais propõem medidas urgentes

No plano económico, centenas de empresas continuam condicionadas pela ausência de energia elétrica e telecomunicações, bem como pela demora na operacionalização dos apoios anunciados para a reconstrução.

O presidente da AIP, José Eduardo Carvalho, e o presidente da NERSANT, Rui Serrano, manifestaram preocupação quanto à rapidez e adequação dos incentivos destinados à recuperação empresarial. Em articulação com a AIP, NERSANT, NERLEI e NERC, foram apresentadas várias propostas, entre as quais:

  • Alargamento das moratórias bancárias e fiscais;

  • Aceleração das linhas de crédito;

  • Clarificação do regime de lay-off, nomeadamente quanto à percentagem a suportar pelas entidades patronais;

  • Introdução imediata de apoios a fundo perdido.

Foi ainda defendida a extensão do apoio de 10.000 euros a todas as microempresas de todos os setores que viram ativos e stocks destruídos e que enfrentam dificuldades no pagamento de salários.

Apesar dos esforços desenvolvidos a nível municipal e intermunicipal, os responsáveis sublinham que as respostas continuam a tardar, reiterando o empenho conjunto na reposição da normalidade e na mitigação dos impactos negativos provocados pela depressão Kristin no Médio Tejo.

 

Imagens: CIMT

 

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