Fazer a leitura do território, desde a sua condição natural composta pela geologia, a orografia e as linhas de água e estudando as razões e a forma da sua apropriação pelo homem, a evolução da relação entre ambos, das complementaridades e compromissos que se foram estabelecendo cujos registos de memória e físicos ainda persistem, foram o ponto de partida que resultou, num primeiro momento, na caraterização e diagnóstico concelhios.
A sua vivência atual, num contexto local, regional e internacional, ditado pela sociologia, cultura e economia, bem como os desígnios para o seu ordenamento e desenvolvimento de quem lá vive e decide, no enquadramento dado pelas regras nacionais e pelas boas práticas de equilíbrio entre o querer e a sustentabilidade do poder (economicamente, culturalmente, ambientalmente…), foram variáveis que foram acrescidas à leitura anterior.
A ponderação e debate de ambos resultam na versão em apreço.
Trata-se de um território em que é visível a marca e a determinação dos arruamentos e do cadastro na edificação do território num sentido longitudinal Norte/Sul, em traçados paralelos que ligam lugares e ‘tecidos’/’zonas’, mas que simultaneamente são espaços canais de atravessamento, cumprindo assim uma multiplicidade funcional de espaço público de apoio à residência com a de espaço viário para quem vai de um lugar para outro. Com efeito, é visível a importância que a mobilidade e os espaços canais que a suportam têm na distribuição da edificação na paisagem. O curto prazo e a incerteza, têm vindo a exigir maiores condições de flexibilidade ao planeamento, sob pena da perda de oportunidade de investimento. As alterações no setor da economia, no qual o terciário tem um papel determinante em termos de empregabilidade, devem ser devidamente ponderadas, dando-se condições competitivas de dinamização aos outros setores com vista à diversificação deste tecido.
Num território de interior, com uma ocupação florestal abrangente, com progressiva perda de protagonismo da prática da agrícola, com a presença de uma barragem cujo valor natural e paisagístico se impõe, com uma ocupação urbana onde predomina o linear e o disperso em relação com os centros das freguesias e a sede concelhia que concentra a diversidade funcional que esta condição lhe confere, o desafio do ordenamento do território e a estratégia de desenvolvimento são assim dotadas de uma complexidade inerente à diversidade de matérias com as quais tem de tratar.
O Plano Diretor Municipal [PDM] de Ferreira do Zêzere foi publicado em 1995 [Resolução de Conselho de Ministros n.º 175/1995 da I Série - B do DR n.º 292, de 20 de dezembro], tendo sido, ao longo da sua vigência, alvo de dinâmicas de atualização resultantes, na sua maioria, em alterações ao conteúdo material, tendo sido deliberada, pela Câmara Municipal em 1999, o início da sua revisão.
Posto isto, publica-se a nova versão do PDM de Ferreira do Zêzere [aviso n.º 27913/2024/2, DR n.º 240/2024, II.ª série de 11.12.2024 - https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/aviso/27913-2024-899757381, o qual estabelece as regras e orientações a que devem obedecer a ocupação, o uso e a transformação do solo no território municipal na sua área de intervenção delimitada na Planta de Ordenamento, à escala 1/25 000.
A sua vivência atual, num contexto local, regional e internacional, ditado pela sociologia, cultura e economia, bem como os desígnios para o seu ordenamento e desenvolvimento de quem lá vive e decide, no enquadramento dado pelas regras nacionais e pelas boas práticas de equilíbrio entre o querer e a sustentabilidade do poder (economicamente, culturalmente, ambientalmente…), foram variáveis que foram acrescidas à leitura anterior.
A ponderação e debate de ambos resultam na versão em apreço.
Trata-se de um território em que é visível a marca e a determinação dos arruamentos e do cadastro na edificação do território num sentido longitudinal Norte/Sul, em traçados paralelos que ligam lugares e ‘tecidos’/’zonas’, mas que simultaneamente são espaços canais de atravessamento, cumprindo assim uma multiplicidade funcional de espaço público de apoio à residência com a de espaço viário para quem vai de um lugar para outro. Com efeito, é visível a importância que a mobilidade e os espaços canais que a suportam têm na distribuição da edificação na paisagem. O curto prazo e a incerteza, têm vindo a exigir maiores condições de flexibilidade ao planeamento, sob pena da perda de oportunidade de investimento. As alterações no setor da economia, no qual o terciário tem um papel determinante em termos de empregabilidade, devem ser devidamente ponderadas, dando-se condições competitivas de dinamização aos outros setores com vista à diversificação deste tecido.
Num território de interior, com uma ocupação florestal abrangente, com progressiva perda de protagonismo da prática da agrícola, com a presença de uma barragem cujo valor natural e paisagístico se impõe, com uma ocupação urbana onde predomina o linear e o disperso em relação com os centros das freguesias e a sede concelhia que concentra a diversidade funcional que esta condição lhe confere, o desafio do ordenamento do território e a estratégia de desenvolvimento são assim dotadas de uma complexidade inerente à diversidade de matérias com as quais tem de tratar.
O Plano Diretor Municipal [PDM] de Ferreira do Zêzere foi publicado em 1995 [Resolução de Conselho de Ministros n.º 175/1995 da I Série - B do DR n.º 292, de 20 de dezembro], tendo sido, ao longo da sua vigência, alvo de dinâmicas de atualização resultantes, na sua maioria, em alterações ao conteúdo material, tendo sido deliberada, pela Câmara Municipal em 1999, o início da sua revisão.
Posto isto, publica-se a nova versão do PDM de Ferreira do Zêzere [aviso n.º 27913/2024/2, DR n.º 240/2024, II.ª série de 11.12.2024 - https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/aviso/27913-2024-899757381, o qual estabelece as regras e orientações a que devem obedecer a ocupação, o uso e a transformação do solo no território municipal na sua área de intervenção delimitada na Planta de Ordenamento, à escala 1/25 000.
PEÇAS ESCRITAS
- Estudos de Caraterização e Diagnóstico
- Enquadramento Territorial1.44 MB
- Suporte Físico e Natural22.51 MB
- Estudo Demográfico1.62 MB
- Estudo da Habitação1.54 MB
- Estudo Socioeconómico1.48 MB
- Rede Viária, Mobilidade e Transportes1.81 MB
- Equipamentos3.30 MB
- Infraestruturas e Ambiente4.36 MB
- Turismo4.12 MB
- Formas e Estruturas de Povoamento25.68 MB
- Património13.46 MB
- Relatório do Plano18.96 MB
- Regulamento1.97 MB
- Programa de Execução e Plano de Financiamento966.41 KB
- Indicadores para Avaliação do Plano724.08 KB
- Relatório de Atos de Controlo Prévio1.55 MB
- Relatório de Ponderação da Discussão Pública4.63 MB
- Ficha de Dados Estatísticos1.46 MB
- Mapas de Ruído2.31 MB
- Carta Educativa2.57 MB
-
Avaliação Ambiental Estratégica
PEÇAS DESENHADAS (1/25.000)
- Planta de Ordenamento
- Planta de Condicionantes
- Recursos Naturais, Património Cultural e Infraestruturas8.66 MB
- Risco de Incêndio Rural9.43 MB
- Reserva Agrícola Nacional7.73 MB
- Reserva Ecológica Nacional8.30 MB (Esta versão da REN, ainda se encontra a aguardar aprovação, pelo que deverá ser utilizada a REN em vigor, aprovada pela RCM n.º 126/95, de 7 de novembro)
- Planta de Enquadramento Regional3.31 MB
- Planta da Situação Existente8.24 MB
- Planta de Equipamentos8.05 MB
- Planta de Infraestruturas8.16 MB
- Planta da Hierarquia Viária7.61 MB
- Planta de Atos de Controlo Prévio8.05 MB
- Planta da Rede de Defesa da Floresta10.53 MB
- Planta de Património8.75 MB
- Planta de Património Geológico7.58 MB